A revolução dos bichos – parte 2

Jornalista, cronista e blogueiro


a-revolucao-dos-bichos1A neve continua a cair na fazenda. Todos os animais sofriam com o mais rigoroso inverno de suas vidas. Mesmo com o Moinho de Vento pronto e com um controle de comida, os bichos começam a passar fome na granja.

Napoleão não é mais o grande líder da fazenda. Ele se foi e deixou no lugar a porquinha Josefina, que reluta em precisa de nova ajuda dos seres humanos para manter a granja funcionando. Mas a neve castiga e os animais não conseguem mais fazer as suas atividades.

Josefina decide então chamar o porquinho François para ser seu braço-direito. Ele era da granja do humano Frederick e sempre viveu entre eles. Inteligente e estudioso, convenceu Josefina que saberia com administrar os recursos durante o inverno.

François aumentou o racionamento e obrigou todos os animais a trabalhares ainda mais. Buscou a ajuda do humano Frederick que mostrou aos animais como estava a sua granja: apesar do frio, o vizinho tinha comida estocada e tudo em ordem, algo que impressionou as ovelhas, que passaram a pedir pela maior presença da turma de Frederick.

Eis que Josefina e François brigaram e o porquinho deixou de ser o braço direito dela.  Aumentou a preocupação dos animais quanto ao frio e as ovelhas cansaram de trabalhar dobrado em troca de pouca comida. Os corvos, sempre muito atentos e inteligentes, foram os primeiros a se revoltarem contra os porcos. E não pegaram leve.

Os corvos procuraram os animais mais velhos para contar as histórias do passado, que começaram a ser reveladas: que Napoleão havia eliminado o ex-aliado Bola de Neve logo após a revolução. Que os porcos eram contra os humanos no começo e que depois passaram a andar igual a eles, se mudaram para a casa dos humanos e traíram os demais bichos. Os corvos sobrevoavam a fazenda e contavam a todos o passado negro dos porquinhos.

Protestos surgiram contra o comando de Josefina. Dia e noite, as ovelhas comandavam as manifestações. Mas todos os animais participavam, estavam todos desiludidos com que os porcos fizeram com a fazenda. Josefina lutava para tentar acalmar os demais, sem sucesso. Os corvos, principalmente, eram implacáveis nos protestos.

Enquanto isso, na granja ao lado, Frederick convidava os animais da fazenda de Josefina para passear. Foi ali que os animais tiveram o contato com Mick, filho do Sr Jones, antigo proprietário da terra hoje controlada pelos porcos. Mick era educado, inteligente e conversava com os animais, explicando porque o governo dos porcos não deu certo. E atraia muitos animais, principalmente as ovelhas.

Depois de conquistar os animais, Mick decidiu ir pra cima da antiga terra do seu pai. Passou a confrontar Josefina publicamente. Ela se defendia tentando lembrar que os humanos eram muito piores que os porcos, que os animais sofriam mais com o Sr Jones, mas ninguém lembrava dessa época.

O inverno ainda não havia acabado, mas os animais sentiram que era a hora da mudança. Não tinha mais como os porcos continuarem no poder: eles traíram os bichos, se tornaram iguais aqueles que diziam ser inimigos. E assim, Josefina foi deposta e os porquinhos foram chutados da casa onde moravam. Como nenhum outro animal sabia ler e escrever, Mick foi não teve residências para entrar na casa e recuperar o comando para os humanos. Os corvos foram os primeiros a apoiar a mudança.

Mick colocou os humanos de volta ao controle da fazenda. As coisas voltaram a ser como era antes e alguns porcos aceitaram em troca de ficarem próximo da casa. Josefina e seu bando tentou voltar ao passado, andando novamente sobre quatro patas. Mas foram expulsos do curral onde seus ancestrais moravam. Os outros animais não aceitavam de volta.

Os humanos reorganizaram a fazenda e mantiveram o controle de comida para os animais. Eram tempos difíceis e isso precisaria ser feito inclusive quando o inverno acabasse.