Caro Doutor C.

Jornalista


Em tempo, peço inoxidáveis desculpas pelas noites e dias de espaço relativos a minha resposta. Estive a correr e corroendo como um louco para dar conta do trabalho adquirido. Saiba que me senti inexoravelmente feliz por vossa senhoria estar lendo Friedrich Wilhelm Nietzsche visto que ele nasceu em 15 de Outubro de 1844 em Röcken, Alemanha e veio a Falecer em 25 de Agosto de 1900 em Weimar, Alemanha. Famoso por sua ocupação como Filósofo, filólogo e que teve como seu “Magnum opus” Assim falou Zaratustra, meu objeto de estudo. Ótimo que tenha se interessado por Filosofia continental, Romantismo, Epistemologia, Ética, Ontologia, Filosofia da história, Psicologia. Apenas prezo para que, ao meu contrario, não enlouqueças.

A “palavra”, anseio, está no seio de suas palavras. Fonéticas estratégicas são artifícios rarefeitos de seus amigos feitos jornaleiros. Cantigas textuais são a nova moda na escrita do acadêmico formando. Isso, ao esmo, jogado em textos destinados a classe C que mal’e’mau entende sobre os impostos que pagam.

A morte foi ate Deus… OK! Mas ele a chamou para lhe dizer: “Me traz uma gelada”. Oh! Inigualável Doutor C.

Impressiona-me vossa capacidade em criar e subterfugiar conjuntos de letras afim de estripar-lhes como ruído severo aos ouvido de quem vos lê! Diga-me Grandioso mestre dos argumentos estupefados: Onde lê-se a palavra anseio? Terás interpretado erroneamente o sentido do vocábulo? Hei de aguardar ansioso pelo retorno desta!

A Morte vem para todos, menos para mim! Assim deve ter dito Deus!

Vejo que retoma o texto último à nossa discussão em pretensão de recuperar ainda, em tempo, a chamada retórica quase perdida pelo esquecimento, enquanto empoeirado, alojado a cada volta dos ponteiros. Impreterivelmente, ainda em vida, consegues – mesmo diante de tantos compromissos adquiridos, razão pela qual prezo, respeito, devoto, orgulho-me, aspiro, almejo, contemplo, sorrio, e por fim aplaudo com uma salva inimaginável aos ouvidos de medíocres humanos, tão pouco acostumados a uma salva tão honesta – surpreender-me com os ditos vocábulos que, suavemente fizeram de minha interpretação um delicioso (…)

(…) exercício de remontagem do sentido que vossas palavras poderiam querer dizer as quais meus ouvidos poderiam ousar interpretar. Adiante, parei-me, por um instante, calmo, de forma prosaica. Instituí-me no tempo, em que diante das seguidas repetidas e tão conformes voltas do tempo, deixei-me a trabalhar, num lugar tão profundo da subconsciência, que mesmo quando postei-me no compromisso de recuperar todo o texto, acabei por deparar-me na dificuldade de trazer aqui, em outro publicado, todos os fonemas necessários para que vossos ouvidos fossem capazes de interpretar de forma suave a doce melodia da poesia, escondida por trás de longas capas negras. Por isso postei aqui!

Em outra instância, também ainda neste tempo corrido em que coloquei-me a pensar, instruí-me em razão para um caminho que, como disse e sugestionou-me, levar-me-à loucura. E é neste ponto, em que lendo Friedrich Wilhelm Nietzsche, que advenho a abrir uma nova discussão, tão cheia de contrapontos que poderia simplesmente desandar em argumentos falsos, (…)

(…) e inconsisos, dos quais facilmente se constrói uma fortaleza, mas que tão facilmente é invadida por outrens. Até que ponto a loucura que nos é significada na própria existência em razão ao conhecimento de textos de outros mais loucos que nós, pode ser considerada loucura?; numa sociedade em que a loucura é distúrbio mental, ou o estranho?; em um ambiente do qual existem apenas alienados e loucos?; onde conhecer pode significar enxergar mais claramente o mundo no qual vive, mas desta forma, diferenciando-se dos demais pobres de conhecimento, externa-se a um caminho sem razão, pelo qual trilha só, ou em poucos casos, em paralelo a outros que se perdem nas trilhas do desconhecido?.
Onde está a razão desta loucura?
Caminhamos sozinhos, de olhos vendados, em direção ao desconhecido.

Assim falou doutor T.