DO VERME AO VERME

Jornalista


O pequenino verme rasteja pelo chão em busca de um abrigo para fugir do animal que o persegue; cava a terra lentamente buscando o solo profundo; não dá tempo, a ave o alcança e o devora. De volta ao ninho repousa; pouco tempo depois ela põe seus ovos. Quando nascem, então ela sai em busca de comida e não percebe os grandes olhos de uma grande serpente faminta a fitar seu ninho, a serpente sobe pelo tronco da árvore enrolando seu comprido corpo, ate onde se encontra o ninho, e devora os filhotes, a serpente ma após Ter comido todos os filhotes entra com sua cabeça por baixo do ninho e fica em posição de receber comida como se fosse um dos filhotes, quando a ave mãe chega ela vai levar a comida ate a boca do filhote mas quando percebe que não e um filhote é tarde demais, a serpente pula para cima destruindo o ninho e abocanhando o pássaro*,a serpente desce satisfeita pelo tronco da árvore mostrando a todos sua pose de traiçoeira mostrando sua língua a se embrenhar pelas folhas secas do chão, mas mesmo com toda a sua astucia e malandragem ela não cocegue perceber os olhos atentos de seu predador a voar no mais alto nível de sua raça, pelo menos era o que o mesmo se vangloriava, em um mergulho no nada ela aponta seu bico para baixo e recolhe suas asas, então quando já esta perto do topo das árvores ela abre novamente as asas e pende sua cabeça para frente impulsionando seu corpo a fazer um rasante , com os olhos fixados na serpente ela arma suas garras e em menos de um segundo ela imobiliza a serpente e enquanto levanta voo com duas ou três bicadas ela mata sua presa e voa em direcção de seu ninho em um lugar que julga ser seguro, no cume de um penhasco, a mamãe águia e com certeza mais cuidadosa mas não a de mais sorte, ela reparte a comida para os filhotes que aliviam-na do incansável barulho de seus cantos, ela sabe que em mais uma ou duas luas eles já estarão voando, então ela voa para cima e fica em uma pedra a observar os filhotes e afim de desancar um pouco, para que mais tarde possa iniciar uma nova caçada, como eu disse ela e cuidadosa, fica sempre perto do ninho e o construiu no lugar de mais difícil acesso para os seus predadores, mas como também disse não e a de mais sorte, enquanto ela observa o ninho e sente os raios de sol batendo em suas penas ela simplesmente não percebe um gato selvagem a se aproximar dela em um estreitíssimo parapeito, provavelmente o gato selvagem não estava ali pelo acaso ele já avistara o ponto, onde ficava o ninho da águia e por um golpe de sorte, no meio do caminho achou o míngnom, ele se estica em passos curtos a fim de não fazer barulho o vento esta contra ele o que o faz sentir o cheiro da ave e o faz salivar, ele sabe que qualquer erro pode significar sua morte, mas ele e ligeiro, com um pata ele golpeia a ave contra a parede de pedras, ela tonteia e tenta se levantar, mas em seguida outro golpe a desacorda então vem o golpe final, com a ave entre seus dentes afiados o gato selvagem contempla seu jantar, longe de ladrões e ainda aprecia sua sobremesa enquanto devora a mãe águia, os filhotes; com sua boca lambuzada com o sangue de seu apetitoso jantar ele desce a montanha e se embrenha pela floresta a fim de achar algum lugar seguro onde ele possa dormir longe do perigo de seus predadores, ele simplesmente não tem a chance de chegar a lugar algum, enquanto ele fazia sua trilha um leopardo pula de dentro das folhas que o escondiam e acerta o gato na barriga, com o estômago cheio o gato tem dificuldades em se defender,ao contrario do faminto leopardo que o agride insanamente, após ter carregado o gato para longe da floresta onde não era seu território ele se coloca a deliciá-lo, sentindo o cheiro do sangue e o gosto da carne em sua barriga, mas o cheiro que ele sente não e apenas o de sua presa, há alguma coisa estranha no ar a mais alguém aqui, ele percebe e se coloca a rondar tanto sua presa quanto a sua volta, já e noite e seus instintos ficam aguçados, de repente um barulho vem de uma árvore ele se atiça e se prepara para atacar, ele fita aquela criatura em meio aos arbustos e fica esperando o momento certo para atacar, mas ao mesmo tempo em que se impulsiona, a criatura sai do lugar onde esta e cruza pouco acima de onde esta o leopardo para outra árvore, a reação do leopardo foi imediata com suas garras cruzando no ar sem achar nada ele apenas pode se virar e contemplar-se de Ter sido assustado por uma pobre coruja, feliz ele volta para seu jantar satisfeito por Ter ficado atento ate a uma coruja, se ele escutou este bicho que e tão pequeno, o que poderia ameaçá-lo ali dentro daquela clareira tão fechada; era isso que ele iria descobrir ao se voltar totalmente para a presa, ali em frente a sua presa estava um animal umas quatro vezes maior que ele, a pata desse animal era quase do tamanho da cabeça do leopardo, em volta a sua cabeça, era contornado de uma pelagem macia e grande o que dava sençasão de ser maior, merda era um leão,mas em sua avantajada chance de morrer o leopardo decide apenas em dificultar a certeza de sua morte e começa o atacando, mas em dois ou três movimentos que acertam o leopardo já o fazem uma vitima fatal, então após o rugido de vitoria do leão de traz das moitas que fecham a clareira saem cinco leoas que vem para se deliciar da gentileza do leoa juntamente com o brinde que o leopardo mal tocara, enquanto as leoas se satisfaziam ele apenas observava tranquilo de que não existiria algum animal maluco para querer enfrentar ele o rei da selva…bem como ele pensou…, mas em menos tempo do que ele imaginava algo estranho começou a acontecer, era um barulho ensurdecedor, e vinha de todos os lados acompanhados de fachos de luzes que simplesmente balançavam no ar,, o grupo de fêmeas se reagrupou ao lado do leão e ele se pôs em posição de protege-las, rugia muito alto mas o barulho que vinha era mais forte que seu rugido, então as luzes pararam a poucos metros deles e então o barulho cessou, foi então que o leão percebeu o que estava acontecendo, eram os malditos humanos que já haviam destruído grande parte de sua família, mas ele não iria deixar isto acontecer com estes, ele iria lutar barbaramente se não fossem os barulhos e o cheiro ruim, junto com a fumaça, então uma leoa cai, ele fica irado e se arma para cima das luzes, a única coisa que escuta são vozes, e então quando ele pula, outro tiro, de novo a fumaça, ele então cai no chão, sente o cheiro de sangue e vê suas parceiras sendo mortas uma a uma e todas levadas para uma caixa encima de um carro, ele não esta morto, tenta se levantar e então outro tiro e dado; tudo fica escuro tudo acaba…em um lugar pouco afastado da civilização moderna em uma tribo que se isola na África, chegam oito jipes, e eles acabam por descarregar todos os animais mortos, os carregadores vem e levam os animais para dentro de um barracão, e fora eles negociam, os caçadores ficam com a pele e os negros ficam com a carne…é feito o negocio, eles rapidamente limpam os animais, suas peles ficam a secar em varais improvisados, claro que isto e contra a lei, mas nos dias de hoje no mercado negro você pode ficar rico vendendo peles de animais, se souber se aproveitar dos mais pobres,e dada uma festa em um noite na tribo, todos estão felizes fazem danças rituais e bebem e comem, comem a carne que foi trazida da caça, que matou animais indefesos, a noite se vai, os casais se vão, e o dia surge, no outro dia quando acordam os homens pegam as peles e se vão, quilos e quilos de carnes que não fora comida e jogada fora, os animais são jogados em um córrego que fica próximo, então mais uma noite se vem, e tarde e se escutam de uma cabana de um negro, gemidos de dor, eles são intensos e contínuos, mas de repente ele para…então o dia amanhece novamente, e em caminhada esta um povo triste, que perde um homem, ele e levado para um cemitério da própria tribo, onde la o aguarda uma cova já aberta, então ele e enterrado um dia após Ter se empanturrado de beber dançar e de comer, a terra cai sobre seu rosto e tão já ele já esta enterrado abaixo de sete palmos, onde apenas um megero verme que se alimenta da carne que começa a apodrecer, sai em busca de luz de vida nova, ele rasteja ate a superfície e encontra a tão falada terra, ele fica a admirar aquela luz forte que esquenta sua pele, era diferente do que seus pais falavam e lindo, mas ele sabia que era perigoso, então ele vê de que perigo falava seus pais, ele avista uma ave que voa em rasante pronta para abocanhá-lo, então o pequenino verme rasteja pelo chão em busca de um abrigo longe do animal que o perseguia, cavando a terra e se aproximando do solo profundo, a ave o alcança e o devora como se não comesse a dias…