INSANIDADE

Jornalista


Olho-me no espelho
A insanidade invade minha alma
Tudo o que vejo é algo que vejo

O mundo se rende a uma pequena janela
Da qual engole sem ardor toda sua beleza
Vejo as estrelas e choro por elas
Vejo tudo refletido em mim

Arrependo-me de ter aberto
Aquela porta em minha inocência

A morte me procurou e eu não a quis
Preferi ser um imortal, mas.
Não imaginei o tamanho preço…
Tive pena de mim

Agora sentado aqui
Apenas penso e escrevo
Frases sem sentido
E coisas que não existem

Troco às palavras, mas ao final de tudo.
Vejo a vitória
Não só tão minha
Como de minha consciência

Vejo que venci
Controlei a insanidade
Mas isto e agora
Amanha e um novo dia

E mais uma vez vou me olhar
No espelho
E o que verei…?
Verei apenas
O reflexo de um poeta insano…!